
Hoje em dia, a proteção da informação pessoal é uma questão essencial para qualquer hotel, e em particular para os seus clientes. Com a digitalização dos processos de reserva, check-in e gestão de clientes, os hotéis gerem diariamente informação sensível de milhares de hóspedes. Cumprir com as normativas de proteção de dados em hotéis não é apenas uma obrigação legal, mas também uma oportunidade para fortalecer a confiança e a reputação.
Neste artigo exploraremos em detalhe as principais regulações que afetam o setor hoteleiro, os desafios mais comuns e as melhores práticas para garantir a segurança e privacidade dos dados dos utilizadores.
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A indústria hoteleira recolhe e processa uma grande quantidade de dados pessoais, incluindo: nomes, moradas, números de passaporte, informação de cartões de crédito, preferências de viagem e, por vezes, dados de saúde ou necessidades especiais dos viajantes. Esta informação é essencial para oferecer um serviço personalizado, mas também torna os hotéis alvos atrativos para ciberataques ou fraudes.
O cumprimento das normativas de proteção de dados não só evita sanções legais, como também protege a reputação do hotel e fomenta lealdade com os hóspedes. Um incidente de segurança pode ter consequências muito graves, influenciando um impacto económico como de imagem corporativa de um estabelecimento.
O RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados) é a normativa europeia mais relevante em matéria de proteção de dados pessoais. Embora se aplique diretamente aos países da União Europeia, também afeta hotéis fora da Europa que recebem hóspedes europeus ou processam os seus dados.
Aspetos-chave do RGPD para hotéis:
Em Espanha, a LOPDGDD complementa o RGPD e estabelece requisitos adicionais para o tratamento de dados pessoais, incluindo a gestão de videovigilância em hotéis e a proteção de dados de menores.
As plataformas de reservas online e os sistemas de check-in digital facilitam a experiência do hóspede, mas também implicam o tratamento de grandes volumes de dados pessoais. É fundamental assegurar que estes sistemas são seguros e cumprem com as normativas vigentes.
Os hotéis costumam partilhar dados com agências de viagens, plataformas de reservas, fornecedores de serviços e empresas de marketing. É imprescindível assinar acordos de tratamento de dados e assegurar que todos os terceiros cumprem com as mesmas exigências legais.
O fator humano é fundamental na proteção dos dados. O pessoal deve estar formado para identificar riscos, gerir solicitações dos clientes e agir corretamente perante possíveis incidentes de segurança.
A proteção de dados não depende apenas da tecnologia, mas também da segurança física (acesso restrito a escritórios, destruição segura de documentos, etc.) e da gestão adequada de dispositivos móveis e computadores.
Avalia os riscos associados ao tratamento de dados pessoais no teu hotel. Identifica os pontos críticos e estabelece medidas de mitigação.
Informa os teus hóspedes de maneira transparente, sobre que dados recolhes e com que finalidade e como podem exercer os seus direitos. Publica a política de privacidade na web e pontos de contacto físicos.
Solicita o consentimento dos hóspedes para o tratamento dos seus dados, especialmente para finalidades de marketing ou cedência a terceiros. Conserva o registo dos consentimentos obtidos.
Organiza sessões de formação periódicas sobre proteção de dados e cibersegurança. Promove um ambiente de privacidade em toda a empresa.
Elabora e atualiza um registo de todas as atividades de tratamento de dados pessoais que realiza o hotel, tal como exige o RGPD.
Os hotéis costumam recolher informação como Nome, morada, correio eletrónico, número de telefone, dados de pagamento, documento de identidade, preferências de quarto, histórico de estadias e, em alguns casos, informação sobre saúde ou necessidades especiais.
As sanções podem ser muito elevadas, chegando até 4% da faturação anual global segundo o RGPD. Além disso, o dano reputacional pode afetar gravemente o negócio.
De acordo com a normativa atual em Portugal, todos os alojamentos turísticos têm a obrigação de recolher e remeter às autoridades os dados identificativos dos seus hóspedes. Não obstante, estes estabelecimentos não podem armazenar uma imagem do documento de identidade; em vez disso, ao escanear o documento (sem fazer cópia digital do mesmo), apenas se lê o código MRZ (Zona de Leitura Mecânica) para enviar a informação solicitada.
Cumprir com as normativas de proteção de dados nos hotéis é muito mais que uma obrigação legal: é uma oportunidade para diferenciarem-se, gerar confiança e fidelizar os hóspedes. Investir em privacidade e segurança é investir no futuro do teu hotel.
Queres assegurar-te de que o teu hotel cumpre com todas as normativas de proteção de dados ao fazer o check-in dos hóspedes? Contacta connosco e descobre como o Check-in Scan te pode ajudar a implementar as melhores práticas no teu estabelecimento.